Situação do Brasil mostra que é o momento do investidor aplicar internacionalmente

Pedro Barreto - 23 de março de 2016

Os últimos três anos não têm sido fáceis para investidores que possuem a totalidade de seu patrimônio alocado a ativos no Brasil. Por desconhecimento, a diversificação internacional de carteiras de investimento é vista com receio por muitos investidores brasileiros em razão da falta de conhecimento de alternativas de investimento seguras, e do respectivo impacto tributário e sucessório.

Costumo dizer que um investidor americano que formulasse a ideia de que “é muito arriscado manter meu patrimônio no EUA, por isso vou investir todo o meu capital no Brasil em real” seria certamente tachado de especulador temerário.

Ao contrário do real, que só é aceito no Brasil e perde 10% do seu valor anualmente, o dólar tem conversão universal, é reserva global de valor, tem como lastro a maior economia do mundo e luta contra o risco de deflação (a inflação nos EUA é 0,5% ao ano). Isso põe em perspectiva a posição do investidor brasileiro que evita a diversificação internacional.

Não existem certezas quanto à evolução futura do câmbio, e esperar uma cotação ideal para diversificar seu risco cambial pode ser uma estratégia arriscada, pois este momento poderá não chegar. O fato é que a desvalorização do real em 2015 não foi uma anomalia, e sim uma correção na cotação de uma moeda supervalorizada. É, portanto, fundamental para um investidor conservador, procurar alternativas para diversificar internacionalmente o seu patrimônio.

Precisamos formar e informar investidores sobre as possibilidades que estão à sua frente, como os imóveis para geração de renda em várias moedas, que podem garantir um rendimento de até 10% ao ano e em dólar. Não podemos deixar de lado a parte de legislação, muito importante para o investidor fazer a aplicação de forma segura para atingir o seu objetivo.

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